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Dos telhados ecológicos à agricultura urbana, é assim que vamos tornar as cidades sustentáveis.

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A população mundial não para de crescer, ao passo que os recursos naturais não cessam de diminuir. Gastamos demasiada água, exploramos demasiado os solos, vivemos em cidades com défice de planeamento urbano, o que põe em causa a preciosa relação humano-planeta. Basta pensar que, para levarmos os nossos filhos à escola, quase sempre temos de agarrar no carro. Resultado? Poluição. Não vivemos em cidades sustentáveis, mas precisamos. Até porque, se estima, que em 2050 a população mundial chegue aos 9,8 mil milhões de habitantes — atualmente, somos 7,6 mil milhões. É imperativo transformarmos os espaços em que vivemos, mas como? Como é que podemos tornar as nossas cidades sustentáveis?

 

A sustentabilidade é um conceito que tendemos a associar ao ambiente. Não está errado, mas é só parte da verdade. O termo está presente em vários pilares que erguem as sociedades, os quais estão intrinsecamente ligados. As cidades sustentáveis têm de contemplar a ecologia, a economia o bem estar social. É esse, aliás, o plano da Organização das Nações Unidas, que estabelece que é urgente “aumentar substancialmente o número de cidades e assentamentos humanos que adotem e coloquem em funcionamento políticas e planos integrados para promoverem a inclusão, o uso eficiente dos recursos, a mitigação da mudança climática e sua adaptação”.

 

Da arquitetura urbana, aos espaços verdes na cidade, às casas ou comunidades em que vivemos, há muitos aspetos que têm de ser transformados. A Skidmore, Owings & Merrill é uma empresa de arquitetura e planeamento urbano que tem uma visão muito bem estruturada sobre como é que devem ser as cidades sustentáveis num futuro, que deverá ser próximo. Em entrevista à “National Greographic”, apontaram vários aspetos que devem ser contemplados.

 

 

E se as paredes do seu prédio tivessem painéis solares? Esta e mais 9 ideias para as cidades sustentáveis!

 

1. Terraços e telhados ecológicos.

Os painéis solares, turbinas eólicas sem pás (leves e baratas), assim como espaços verdes vão invadir os telhados e terraços das cidades sustentáveis. A tendência, ainda que muito lentamente, já se vem a instalar. Assim, já ouvimos falar em empresas que substituem fontes de energia esgotáveis por esta que provém do sol. Do mesmo, modo são também instalados jardins ou camas de cultivo que dão origem a legumes e vegetais  — a Noocity está aqui para ajudar com isso. Tudo isto, irá também gerar um maior fluxo de ar natural nos edifícios, proporcionando sombra e mais áreas sociais fora de portas.

 

2. A água da chuva pode ser reutilizada.

Ao invés de se perder nas sarjetas, a água da chuva poderá ser utilizada. Como? Através de superfícies permeáveis como jardins e hortas ou, mesmo, piscinas ou depósitos que recolhem e filtram este novo recurso hídrico.

 

3. Jardins e hortas urbanas.

As plantas e as árvores — seja na forma de florestas ou de jardins — são os pulmões do planeta. Nas cidades sustentáveis do futuro, vão existir com mais abundância, assim como se expandirá a prática das hortas comunitárias.

 

4. Paisagismo estratégico.

Mais jardins significa mais água gasta em sistemas de rega. Mas e se as espécies de plantas tiverem pouca necessidades de irrigação? Ou se o sistema de rega reutilizar recursos, como a água da chuva? Este será um dos aspetos a ter em conta nas cidades sustentáveis.

 

5. Agricultura subterrânea e local.

Culturas hidropónicas, sem solos de cultivo e com utilização de luzes LED altamente eficientes, podem ser instaladas junto das grandes superfícies comerciais e abastecer os supermercados de saladas e legumes frescos. Limita-se, assim, os longos percursos percorridos em transporte e distribuição.

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Horta Corporativa

Uma solução “chave na mão” com assistência da instalação até à colheita.

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6. Edifícios inteligentes.

Vão ser modulares, com espaços que podem ser transformados rapidamente. As casas do futuro serão eficientes, com janelas e paredes solares, fazendo com que, durante as horas de luz, toda a fachada seja capaz de capturar a energia do sol.

 

7. Menos carros, melhores transportes e melhor qualidade do ar.

Haverá menos carros na rua, menos partículas poluentes no ar e uma rede de transportes públicos mais eficiente e interligada, desde as linhas de comboio, aos autocarros ou ciclovias.

 

8. Espaços e serviços partilhados.

Os edifícios terão zonas comuns e equipamentos partilhados, o que irá aumentar a interação humana, o sentido de comunidade, de pertença e de entreajuda. Serão também espaços intergeracionais, com várias idades dentro do mesmo prédio, o que permite afastar os contextos de solidão e de vulnerabilidade social.

 

9. Cidades sustentáveis têm bairros como comunidades.

Os diferentes bairros das cidades serão pensados para responder à maioria das necessidades humanas: desde a habitação, ao comércio, às escolas, zonas verdes, distribuídos num circuito que poderá ser percorrido a pé.

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