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Noosfera. A Terra tem várias esferas e o homem é uma delas.

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A atmosfera é a camada de gases que envolvem a Terra. A biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas do planeta. Depois, há a geosfera, que corresponde às partes mais densas da crosta terrestre, nomeadamente, as rochas e o solo. Todas estas “esferas” funcionam como “níveis”, mas que se relacionam entre si. São domínios distintos e específicos, mas que estão intimamente ligados, moldando o mundo em que vivemos. Mas e o ser humano, onde é que entra? Hm…já ouviu falar da Noosfera?

 

Constituído pelo mundo das ideias, dos produtos culturais, das línguas, teorias e conhecimentos, o conceito de Noosfera corresponde à “esfera” do homem. É a “dimensão do pensamento” e, tal como nos restantes “níveis”, refere-se à capacidade que o ser humano tem em esculpir a forma do planeta, aos efeitos que este é capaz de produzir.

 

O conceito nasceu em 1924, em Paris, em conversas entre o paleontólogo e padre Teilhhard de Chardin, o matemático Édouard Le Roy e o geólogo russo Vladimir Vernadsky, um dos que mais se dedicou ao desenvolvimento da ideia da Noosfera. Num ensaio de 1945, descreveu o conceito como “um novo fenómeno geológico no nosso planeta”, onde “pela primeira vez, o homem se torna uma força geológica em larga escala.”

 

É fácil identificarmos exemplos extremos desta “força”: a destruição da camada do ozono, a destruição de habitats de animais, a destruição de florestas. Terão os efeitos da Noosfera de ser assim tão terríveis? Não. Só depende de nós.

 

 

Como encontrar o equilíbrio na Noosfera.

Da biosfera à atmosfera, todas as dimensões do mundo dependem umas das outras e, por isso, implicam uma vivência onde haja harmonia, equilíbrio, respeito e entreajuda. O grande problema, no entanto, está na forma como a Noosfera tem operado: um desperdício sem precedentes, uma poluição atmosférica incomportável, a exploração massiva de recursos naturais, uma produção de lixo insustentável.

 

É fundamental contrariar os padrões por que a sociedade se tem estado a erguer: uma aceleração de vida absoluta, um alheamento em relação ao que nos rodeia, a desvalorização daquilo que nos mantém vivos. Temos de dar valor às plantas, aos solos, ao ar, aos quais estamos ligados e dos quais dependemos para poder existir.

 

Para invertermos esta lógica, temos de pensar mais no colectivo, ao invés de nos focarmos no individual. Como é que podemos atingir este objetivo? No fundo, é fazer um recuo. É dar uns passos atrás e pensar em como é que a sociedade se estruturava antes dos arranha-céus, dos voos low-cost, das cadeias de fast food e fast fashion.

 

Para uma Noosfera em harmonia com as restantes dimensões (e consigo própria), temos de nos relacionar uns com os outros:  conhecer o nome dos nossos vizinhos, interagir com a nossa comunidade local, desde a costureira, ao cabeleireiro ou à mercearia do bairro. Depois, temos de nos ligar ao que a terra nos dá, nos tempos certos: ou seja, comprar local e sazonal, comprar comida de verdade! Assim se garante que não se está a consumir algo que viajou milhares e milhares de quilómetros. Além disso, devemos repensar os nossos hábitos de consumo: adotar um estilo de vida menos consumista, que abandone a lógica do “ter só porque sim” e que esteja mais próximo do zero waste e dos valores de uma economia circular.

 

A tudo isto, junta-se a valiosa arte do selfcare: parar, observar o que está à nossa volta, olhar para dentro e refletir. Tratar do corpo com exercício físico e com uma alimentação saudável. Tratar da mente com práticas de mindfulness (como caminhadas, yoga ou meditação) que sejam capazes de nos desacelerar, preservando a saúde mental. É que para cuidarmos do que está à nossa volta, temos de conseguir ver e escutar.

 

É isto que, interligado, nos permite criar comunidades sustentáveis. São elas que nos permitem criar uma verdadeira Noosfera, capaz de se relacionar de forma equilibrada com as restantes dimensões do planeta, protegendo-o e preservando-o. Temos de nos ligar à Terra, porque somos parte dela. E tudo pode começar com uma horta na sua varanda ou no terraço. A Noocity está aqui para ajudar.

 

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