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Meditação na horta, a prática que não precisa de apps.

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Passa-se muito a ideia de que meditação é não pensar em nada. Mas esse absoluto vazio mental não só é impossível, como é um mito. Bem pelo contrário: meditação é aceitar as emoções, sem o ruído da ansiedade, do stress ou do medo. É conseguirmos estar ligados a nós próprios, em absoluta sintonia com tudo aquilo que nos rodeia. É viver conscientemente, é estar verdadeiramente presente — é sentir o famoso “aqui e agora”.

Apesar de parecer simples, atingir este estado de consciência pressupõe treino e esforço. Não é fácil desligar o interruptor dos problemas, não é fácil olharmo-nos de fora, não é fácil deixarmos que as emoções fluam sem interferências tóxicas.
Precisamente por ser difícil é que têm surgido cada vez mais formas para se ajudar na prática da meditação. Há o yoga, há sessões exclusivas de meditação, há cursos e ainda de uma série de aplicações para smartphones que nos guiam nesta prática. Mas a capacidade de estarmos no “aqui e agora” pode ser treinada de diversas maneiras, e nem sempre temos de estar sentados e de olhos fechados — o que importa é que a concentração, a atenção e a noção de pertença cósmica sejam estimuladas. Estar junto da terra, tratar dela, semear nela e assistir ao brotar da vida é uma das vias possíveis. Mas o que é que uma horta nos ajuda a meditar? Que aspetos é que trabalhamos neste exercício? Apontamos seis aspetos:

 

1. Meditação na horta: atente à sua intuição.

Quanto mais se trabalha na horta, mais intuição se ganha. É que, observar a terra, permite-nos entendê-la de forma natural e instintiva. Através das reacções das culturas, começamos a conhecer a nossa horta e a trabalhar para as suas necessidades. É um efeito ação-reação. Mas isto só acontece quando observamos verdadeiramente, quando nos concentramos, um dos pontos mais importantes da meditação.

 

2. Faça perguntas.

Com a intuição nasce a curiosidade. Para transformar a jardinagem em meditação, é fundamental colocar constantemente questões e vê-las serem respondidas consoante os processos que vão sendo aplicados. Esta é uma forma de expandir a mente, de abri-la a outras possibilidades.

 

3. Encontrar metáforas é um sinal de meditação.

Encontrar metáforas que unam a condição humana à terra é sinal de que se está a viver no momento presente, é sinal de concentração e de auto-reflexão. E é, por isso, sinal de que se está a meditar. James Allen, filósofo britânico, pioneiro no movimento de auto-ajuda, diz-nos que: “A mente de um homem pode ser comparada a um jardim, que pode ser cultivada de forma inteligente ou deixada a correr; mas, cultivar ou negligenciada, ela deve, e vai, dar à luz. Se nenhuma semente for colocada nela, uma grande quantidade de ervas daninhas inúteis cairá nela e continuará a produzir a sua espécie.”

 

4. Meditação na horta: seja consistente.

Não basta ir uma vez à horta. Para que a jardinagem se transforme numa prática meditativa é preciso ser-se consistente. Mas, tal como acontece noutras práticas de meditação, há dias em que não apetece. Por isso, é preciso criar compromisso e vencer a preguiça. Quanto mais se investe no jardim, mais dispostos nos tornamos em continuar a jardinagem. É como qualquer outro hábito: quando se veem e se sentem os frutos do trabalho, maior o gosto que se ganha.

 

5. O ego e as expectativas ficam de fora.

O trabalho na horta é uma excelente forma de irmos ao encontro de mais uma premissa fundamental da meditação: libertarmo-nos do nosso ego e vemo-nos a partir de outro ângulo, que está fora de nós. Junto da terra, o “eu” não conta, deixam-se de lado as expectativas e dá-se lugar à gratidão — porque nem todas as sementes brotam, sentimo-nos gratos por aquelas que crescem. E, quando morrerem prematuramente, percebemos o que é a vida: uma passagem breve e milagrosa.

 

6. Ligue-se à terra usando os sentidos.

A meditação também ensina a despertar os sentidos, desde o olfato, ao paladar ou ao tato. Estar consciente destes aspetos permite transformar a jardinagem numa experiência de meditação imersiva: mexa na terra, ligue-se a ela, suje as mãos; respire fundo e sinta o cheiro do ar fresco, esteja atento ao som dos pássaros, do vento. Prove as suas frutas e vegetais e sinta-lhes o sabor. Esteja na sua horta a 100%, trate dela, veja-a crescer e faça parte dela.

 

 

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